Keeping Digital Safe

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O muro caiu: você está pronto para os primeiros 10 minutos de uma invasão?

Existe uma pergunta que nem sempre aparece nas reuniões de board, mas deveria: se a organização fosse atacada agora, em quanto tempo a equipe perceberia?A diferença entre essas duas formas de olhar o problema revela o limite do modelo de segurança baseado apenas em prevenção. Em 2026, insistir em construir muros cada vez mais altos, enquanto os atacantes já aprendem a entrar com credenciais legítimas, é uma estratégia frágil. É nesse contexto que o Assume Breach ganha espaço: não como admissão de derrota, mas como uma postura operacional que parte de uma premissa realista: a de que a invasão pode já ter acontecido. O modelo de perímetro já não sustenta a realidade das ameaças Durante décadas, a lógica dominante em cibersegurança foi construída em torno de uma analogia simples: a empresa como fortaleza, o firewall como muro, e tudo dentro desse muro, como confiável. Esse modelo funcionou razoavelmente bem quando os perímetros eram fixos, os dispositivos eram corporativos e os usuários trabalhavam no escritório. Hoje, esse perímetro desapareceu. A combinação de ambientes híbridos, identidades distribuídas, SaaS corporativo e acesso remoto dissolveu qualquer fronteira clara entre o que é interno e o que é externo. E o atacante moderno sabe disso. De acordo com dados do relatório da Mandiant, o tempo médio de handoff (intervalo entre o acesso inicial e a escalada de privilégios) caiu para apenas 22 segundos em incidentes monitorados. Isso significa que, no momento em que uma credencial é comprometida, o atacante já está se movendo lateralmente antes que qualquer alerta seja acionado nos modelos tradicionais. O IBM Cost of a Data Breach Report 2025 reforça a dimensão do problema: o tempo médio para identificar uma violação é de 181 dias, com outros 60 dias para contê-la, totalizando 241 dias de exposição. Durante esse período, o invasor está dentro do ambiente, explorando sistemas, escalando privilégios e se preparando para exfiltrar dados ou implantar ransomware. Cada dia adicional de dwell time custa, em média, mais de US$18 mil às organizações afetadas, segundo a mesma pesquisa. É um cenário que expõe uma verdade estrutural: o problema não é apenas a entrada do atacante, mas o tempo que ele tem para agir depois disso. O que significa adotar o Assume Breach Assume Breach não é um produto nem um framework com selos e auditorias. É uma mentalidade operacional que reorganiza prioridades e muda o que a equipe de segurança considera como sucesso. Na prática, significa aceitar que em algum momento uma credencial será roubada, um endpoint será comprometido ou uma vulnerabilidade será explorada antes de ser corrigida. A partir dessa premissa, o foco deixa de ser exclusivamente impedir a entrada e passa a ser detectar a presença do invasor o mais cedo possível, limitar sua capacidade de movimentação e conter o dano antes que ele se torne irreversível. Isso implica uma mudança nas métricas que importam. O board deixa de perguntar apenas ‘quantos ataques foram bloqueados?’ e passa a acompanhar indicadores como o Mean Time to Detect (MTTD) e o Mean Time to Contain (MTTC). Segundo o IBM Cost of a Data Breach Report 2025, organizações que detectam violações em menos de 200 dias economizam em média US$1,14 milhão por incidente em comparação com aquelas que ultrapassam esse prazo. O Assume Breach também parte de uma constatação sobre o vetor de ataque predominante. Conforme mapeado pelo Verizon Data Breach Investigations Report 2025, credenciais comprometidas continuam sendo um dos principais pontos de entrada em incidentes confirmados. O atacante, nesses casos, não precisa forçar a entrada: ele acessa o ambiente com uma identidade válida e opera com os mesmos privilégios do usuário legítimo. Diante disso, a postura de Assume Breach reorienta três pilares operacionais: a detecção comportamental, que identifica anomalias mesmo em acessos aparentemente legítimos; o controle de identidade e privilégios, que limita o quanto um atacante pode avançar mesmo após comprometer uma conta; e a resposta orquestrada, que reduz o tempo entre a detecção e a contenção. Detecção comportamental: ver o que as assinaturas não veem Uma das principais razões pelas quais os invasores permanecem ocultos por tanto tempo é que eles não agem como malwares convencionais. Segundo dados da CrowdStrike referentes ao panorama de ameaças de 2025, 79% dos ataques detectados eram malware-free, conduzidos com ferramentas legítimas do próprio sistema operacional, sem arquivos maliciosos que ativassem assinaturas tradicionais. Nesse cenário, a detecção por assinatura perde efetividade. O que passa a importar é a análise de comportamento: um processo que raramente acessa a rede inicia conexões externas; uma conta administrativa acessa sistemas críticos fora do horário habitual; um usuário autentica simultaneamente a partir de locais geograficamente distantes. Esse tipo de análise exige visibilidade contínua e profunda dos endpoints, correlação de eventos em tempo real e capacidade de agir sobre alertas antes que o atacante conclua sua movimentação. É exatamente esse o papel do CrowdStrike Falcon Complete dentro da estratégia do Cyber Fusion Center (CFC) da Asper. A plataforma monitora comportamentos anômalos em endpoints, identifica técnicas mapeadas no framework MITRE ATT&CK e permite que a equipe isole um dispositivo comprometido em menos de 10 minutos, com remediação remota concluída em menos de 60 minutos, sem necessidade de reimagem e com impacto mínimo na operação. Threat Hunting: caçando o que os algoritmos ainda não viram Detecção automatizada é necessária, mas não suficiente. Ameaças avançadas, como grupos de espionagem ou operadores de ransomware sofisticados, frequentemente operam abaixo do limiar de detecção das ferramentas automatizadas, usando técnicas de living-off-the-land que se misturam ao tráfego legítimo da rede. O Threat Hunting proativo existe para encontrar exatamente esses sinais fracos. Não é esperar o alerta aparecer; é partir de hipóteses sobre táticas conhecidas de atacantes, investigar rastros sutis no ambiente e identificar presença maliciosa antes que ela se manifeste como incidente. O Cyber Fusion Center da Asper opera com equipes dedicadas de Threat Hunting que trabalham de forma complementar às ferramentas automatizadas. Enquanto o Falcon Complete monitora e responde a comportamentos identificados, os analistas do CFC caçam ativamente indicadores de comprometimento que ainda não geraram alertas, correlacionando

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Uptime é vital: o impacto estratégico da cibersegurança na saúde

No último dia 7 de abril, foi celebrado o O Dia Mundial da Saúde, uma data que convida líderes do setor a refletir sobre o que realmente sustenta a continuidade do cuidado ao paciente. Infraestrutura, equipes qualificadas, protocolos clínicos, esses são pilares reconhecidos. Mas há um componente que ainda não ocupa o espaço que merece nas agendas executivas: a segurança digital dos sistemas que mantêm toda essa operação em funcionamento. Não se trata de uma questão apenas técnica. Um ataque cibernético contra uma instituição de saúde não é um inconveniente de TI, mas uma ameaça à continuidade do atendimento. E, em casos extremos, uma ameaça à vida. O setor de saúde como alvo prioritário do cibercrime As instituições de saúde reúnem uma combinação explosiva de fatores que as tornam alvos preferenciais: dados extremamente sensíveis, infraestruturas tecnológicas heterogêneas, sistemas legados ainda em operação e uma tolerância quase nula à interrupção. Para grupos criminosos, esse perfil é ideal. Os números confirmam a urgência. De acordo com levantamento da Kaspersky, o setor de saúde registrou um crescimento de 146% nas tentativas de ataque de ransomware no Brasil em 2024, saltando do 7º para o 3º lugar no ranking dos setores mais atacados no país, passando de 6,5 mil para 16 mil tentativas em um único ano. No contexto global, o cenário é igualmente preocupante. Segundo dados da Check Point Research, entre janeiro e setembro de 2024, a média semanal global de ataques por organização no setor de saúde foi de 2.018, um aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, essa média foi ainda mais elevada: 2.976 ataques semanais por organização de saúde entre abril e setembro de 2024. A motivação por trás dessa escalada é direta: hospitais e clínicas tornaram-se o “pote de ouro” do cibercrime pelo volume massivo de dados privados que gerenciam. Com a LGPD em vigor, cada violação de dados carrega implicações regulatórias severas, o que amplifica o poder de barganha dos criminosos. O custo financeiro dessa exposição já se faz sentir. O custo médio de uma violação de dados no Brasil atingiu R$1,36 milhão em 2024, um aumento de 11,5% em relação ao ano anterior, de acordo com o Relatório de Cibersegurança 2025 da Brasscom. No contexto mundial, esse valor chegou a US$ 4,88 milhões por incidente. Principais vetores de ataque no setor de saúde A identidade digital tornou-se o novo perímetro de segurança. O comprometimento de credenciais especialmente via infostealers é atualmente um dos principais vetores de acesso inicial em ambientes hospitalares. A ausência de MFA em acessos críticos amplia significativamente esse risco. A análise recente de incidentes indica que os ataques ao setor de saúde seguem padrões recorrentes, com destaque para: No último mês, observou-se um aumento significativo na recorrência de incidentes cibernéticos no setor de saúde, com destaque para vazamentos de dados e exploração ativa de vulnerabilidades críticas. Esse cenário evidencia a elevada exposição das instituições frente a ameaças digitais cada vez mais sofisticadas. Entre os eventos mais relevantes, destacam-se a exploração das vulnerabilidades CVE-2024-21893 e CVE-2024-21887, ambas amplamente utilizadas em ataques direcionados, incluindo campanhas atribuídas a grupos hacktivistas. Adicionalmente, foram visto incidentes envolvendo vazamento de dados em organizações, bem como a comercialização de bases de dados contendo informações sensíveis de pacientes. Em um dos casos, autores de ameaças alegaram a exposição de mais de 150 mil registros, reforçando o cenário de risco associado à confidencialidade e à integridade das informações no setor. Observa-se ainda a atuação de intermediários especializados na venda de acessos iniciais (Initial Access Brokers IABs), indicando um ecossistema criminoso estruturado, no qual o acesso a ambientes hospitalares comprometidos é negociado como ativo, ampliando significativamente o risco de ataques subsequentes. Esse cenário reforça a necessidade de monitoramento contínuo de vulnerabilidades exploráveis (Known Exploited Vulnerabilities  KEV), correlação com inteligência de ameaças e priorização baseada em risco real, especialmente em ativos críticos que suportam diretamente a operação assistencial. Quando o sistema para, o paciente espera, ou piora A dimensão mais crítica dos ataques ao setor de saúde não é financeira: é operacional. Prontuários eletrônicos indisponíveis, sistemas de monitoramento fora do ar, comunicação entre unidades interrompida. Cada minuto de inatividade tem uma consequência clínica. Em 2024, 74% dos ataques no setor de saúde resultaram em criptografia de dados, forçando muitas organizações a optar entre pagar o resgate ou enfrentar semanas de paralisação. Além disso, 95% dos ataques tentam comprometer os backups, e dois terços dessas tentativas são bem-sucedidos. Isso significa que a estratégia de recuperação de muitas instituições pode ser inutilizada antes mesmo de ser acionada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconheceu essa realidade ao declarar o Dia Mundial da Segurança do Paciente: a segurança do paciente não se restringe aos cuidados físicos diretos. Ela depende, também, da integridade dos sistemas digitais que apoiam o diagnóstico, a prescrição e o monitoramento. No Brasil, o Ministério da Saúde revelou dados que reforçam o alerta: em 2023 houve um aumento de 65% nos incidentes cibernéticos em hospitais, clínicas e outros componentes do sistema em comparação com o ano anterior. O Centro Nacional de Cibersegurança (NCC) também registrou um crescimento de 80% nos casos de vazamento de informações médicas. A dupla extorsão como padrão de ataque Os grupos de ransomware que atuam no setor de saúde evoluíram além da simples criptografia de dados. O modelo atual combina duas pressões simultâneas: a indisponibilidade dos sistemas e a ameaça de exposição pública de informações sensíveis. Essa abordagem, conhecida como dupla extorsão, eleva dramaticamente o poder coercitivo dos atacantes. Grupos de ransomware fornecem ferramentas de criptografia e infraestrutura para colaboradores, e os dados sensíveis roubados são frequentemente publicados online para pressionar as vítimas ao pagamento. Essa tática explora o medo de pesadas multas por violações de privacidade e o risco à segurança dos pacientes. A comercialização do acesso a sistemas hospitalares também ganhou escala. Atacantes têm vendido acesso a hospitais brasileiros em fóruns clandestinos por valores a partir de US$ 250, visando especificamente instituições com receitas de dezenas de milhões de dólares. Isso

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O golpe começa no social: quando a confiança vira o principal vetor de ataque

Quase 80% de todos os anúncios, páginas e perfis falsos identificados no Brasil ao longo de 2025 foram disseminados através das redes sociais, segundo dados consolidados pela Serasa Experian. Esse cenário marca uma mudança crítica de terreno: o ataque cibernético deixou de focar exclusivamente na infraestrutura técnica para explorar a confiança social do usuário como principal porta de entrada. A fraude se profissionalizou, transformando curtidas, compartilhamentos e anúncios em vetores de engenharia social altamente lucrativos, onde o comportamento humano se torna o elo mais visado da cadeia de segurança. Ao longo de 2025, foram identificadas dezenas de milhares de ameaças entre anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos criados para imitar marcas legítimas e induzir o usuário ao erro. Em um contexto em que estudos apontam que a grande maioria das violações de dados envolve algum tipo de falha humana, o ambiente perfeito para o golpe está justamente onde as pessoas relaxam a vigilância: o feed de redes sociais, as conversas informais e os acessos rápidos feitos pelo celular. A profissionalização da fraude e a “vitrine do golpe” A estratégia criminosa atual é pautada pelo que especialistas vêm chamando de “vitrine do golpe”. Em vez de depender apenas de mensagens isoladas ou tentativas de phishing pouco sofisticadas, quadrilhas estruturadas passaram a operar campanhas completas, quase como se fossem times de marketing, só que a serviço do crime. Nessa vitrine, anúncios maliciosos representam a parcela mais significativa das ameaças, seguidos por perfis e páginas falsas cuidadosamente construídos para se parecer com empresas confiáveis. O objetivo é simples e direto: explorar a confiança visual e social, usando identidade visual, tom de voz e linguagem similares às de marcas consagradas para coletar dados sensíveis, credenciais e códigos de confirmação diretamente dos usuários. Essas campanhas não são estáticas. O modus operandi dos fraudadores envolve um ciclo contínuo de testes e republicações, em que diferentes mensagens, criativos e links são experimentados em tempo real. Quando um anúncio começa a ser bloqueado, ele é ajustado, republicado com variações mínimas ou reaparece a partir de outro perfil falso. É uma dinâmica de otimização constante, semelhante a testes A/B legítimos, mas voltada a burlar filtros de segurança e prolongar ao máximo a “janela de lucro” do golpe. Ao se apoiarem na própria lógica de impulsionamento das plataformas, como alcance pago, segmentação por perfil de público e testes de criativo, essas quadrilhas conseguem ganhar escala rapidamente, atingindo milhares de vítimas antes de serem efetivamente bloqueadas. Quando o golpe atravessa do pessoal para o corporativo O impacto organizacional desses golpes surge quando a fraude atravessa a fronteira entre a identidade pessoal e profissional do colaborador. Em muitos casos, a linha entre essas esferas é tênue: o mesmo dispositivo acessa redes sociais, e-mail pessoal e, em seguida, VPN ou sistemas corporativos. É comum que criminosos utilizem perfis falsos em redes sociais para direcionar o consumidor (que pode ser, na prática, um funcionário com acessos privilegiados) para formulários ou aplicativos maliciosos. A captura de credenciais, tokens de autenticação ou códigos de confirmação começa em um contexto aparentemente pessoal, mas o risco real se manifesta quando: Assim, credenciais roubadas em uma “simples” campanha em rede social acabam servindo como ponte para invadir sistemas corporativos robustos. Em outras palavras, a fragilidade social do usuário passa a ser explorada como atalho para contornar controles técnicos bem estruturados. Identidade como novo perímetro: Zero Trust na prática Quando o ataque passa a explorar identidades e comportamentos em vez de apenas falhas técnicas de infraestrutura, ferramentas tradicionais de perímetro (como firewalls e antivírus comuns) tornam-se insuficientes isoladamente. Elas continuam necessárias, mas já não bastam para enfrentar um cenário em que a confiança social é o vetor principal. A resposta estratégica passa pela adoção do modelo Zero Trust, que parte de um princípio simples: nenhuma ação, usuário ou dispositivo é confiável por padrão, independentemente de onde o acesso se origine. Em vez de presumir que tudo o que está “dentro” da rede é seguro, a empresa passa a validar continuamente identidades, contextos e comportamentos. Nesse contexto, a gestão de riscos precisa ser contínua e proativa. Em vez de reagir apenas após uma invasão evidente, a organização monitora sinais de anomalia, revisa privilégios, ajusta políticas de acesso e reforça autenticação em jornadas sensíveis. A atuação de um parceiro especializado em cibersegurança, como a Asper, insere esse conceito de Zero Trust na prática por meio de três pilares essenciais de defesa: Com esses três pilares combinados em uma estratégia Zero Trust, a identidade deixa de ser um ponto cego e passa a ser tratada como o novo perímetro de defesa. O papel do Cyber Fusion Center na resposta em tempo quase real Enfrentar a sofisticação da fraude digital exige mais do que adquirir ferramentas: demanda uma orquestração inteligente de defesas. É nesse ponto que entra o time de especialistas no Cyber Fusion Center (CFC) da Asper, operando como centro nervoso da operação de segurança. O CFC integra telemetria de múltiplas fontes (identidade, endpoint, rede, aplicações e ameaças externas), para correlacionar eventos, identificar padrões anômalos e acionar respostas coordenadas. Em vez de tratar alertas de forma isolada, o time conecta os pontos: um login suspeito depois de um clique em anúncio malicioso, um aumento atípico de tentativas de autenticação, o uso indevido de nomes de empresas como “isca” em campanhas de phishing. Enquanto muitas organizações ainda levam longas horas para detectar e conter uma ameaça, a proposta do CFC é reduzir esse intervalo para poucos minutos, atuando com protocolos de resposta pré-definidos. Essa agilidade é vital em um cenário em que os fraudadores contam justamente com a velocidade de propagação das redes sociais para maximizar o impacto antes que o golpe seja derrubado. Além disso, a Asper utiliza plataformas de simulação de ataques, como a Cymulate, para executar campanhas internas que imitam com precisão anúncios e perfis falsos empregados por criminosos. Essas simulações cumprem dois papéis estratégicos: Com isso, a empresa não espera pelo ataque real para descobrir fragilidades em suas defesas; ela antecipa o problema e corrige antes que vire incidente.

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A erosão do 2FA: como o sequestro de sessão e o abuso de identidade redefinem o perímetro de segurança

O modelo tradicional de segurança está sendo superado pelo sequestro de sessões autenticadas. Atacantes agora utilizam tokens e cookies ativos para burlar o 2FA e acessar ambientes SaaS sem gerar alertas. O caso da extensão CL Suite exemplifica esse risco ao extrair dados diretamente do navegador. Diante disso, a defesa moderna exige tratar a identidade como o novo perímetro, com monitoramento comportamental contínuo.

imagem ilustrativa para representar o novo e-ciber 2025
Inovações e Tendências, Keeping Digital Safe

e‑Ciber saiu do PDF: o que muda de verdade para sua empresa

Em 2022, o Brasil registrou mais de 100 bilhões de tentativas de ataque cibernético, resultando em prejuízos estimados em R$ 1,5 trilhão em 2024. Os setores mais impactados — financeiro, saúde e infraestrutura crítica — representam exatamente o que a nova Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) pretende proteger. No início de agosto de 2025, o governo brasileiro publicou o Decreto nº 12.573/2025, revogando a estratégia anterior de 2020 e instituindo cinco pilares estratégicos que serão desdobrados no futuro Plano Nacional de Cibersegurança (P-Ciber), organizado pelo Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber). Para empresas, especialmente as que atuam em setores regulados como finanças, saúde, telecomunicações e energia, a pergunta central é: como sair do discurso e transformar diretrizes em métricas, orçamento e governança?  Neste artigo iremos analisar o novo ciclo da E‑Ciber, explorar seus eixos temáticos, avaliar desafios e oportunidades e mostrar como a Asper Cibersegurança pode ajudar a traduzir o plano no papel em maturidade prática. Ouça o resumo desse artigo: Da teoria à prática: os cinco pilares da E-Ciber 2025 A E-Ciber 2025 nasce de uma constatação: a primeira versão de 2020 trouxe conceitos importantes, mas careceu de mecanismos de execução e métricas padronizadas.  O decreto de 2025 busca resolver isso através de cinco pilares estratégicos com aplicação direta no ambiente corporativo. Soberania e Interesses Nacionais: reduzindo dependência tecnológica com o E-Ciber O primeiro pilar incentiva o desenvolvimento de soluções nacionais de cibersegurança, com prioridade para PMEs e startups brasileiras.  Para empresas, a E-Ciber significa oportunidades de parcerias estratégicas com fornecedores locais e potencial redução de custos de licenciamento internacional. As ações incluem avaliação de conformidade nacional, certificação de produtos e formação de profissionais especializados.  Empresas que já sofrem com escassez de mão de obra qualificada podem se beneficiar dos programas de capacitação previstos, especialmente aqueles focados em inclusão de grupos subrepresentados. Garantia de Direitos Fundamentais: compliance além da LGPD O segundo pilar da E-Ciber alinha a cibersegurança com proteção de dados, privacidade e liberdade de expressão. Estabelece padrões mínimos para dados sensíveis e promove autenticação forte através de certificação digital. Para empresas reguladas, isso significa evolução das práticas de compliance — não basta apenas estar em conformidade com a LGPD, mas também demonstrar aderência aos novos padrões nacionais de segurança de dados. As campanhas de ciber-higiene previstas podem complementar programas internos de conscientização. Prevenção, Tratamento e Resposta: o que muda na gestão de incidentes Este pilar da E-Ciber toca diretamente no dia a dia operacional das empresas. Prevê a criação de um mecanismo nacional unificado para notificação de ciberincidentes e estabelece proteção obrigatória para infraestruturas críticas e serviços essenciais. Para organizações de setores regulados, isso implica que o e-Ciber vai forçar a adaptação dos planos de continuidade existentes, integração com CSIRTs setoriais e participação obrigatória em simulações multissetoriais. O decreto também incentiva a divulgação coordenada de vulnerabilidades, exigindo processos internos mais estruturados de gestão de patches. Cooperação e Atuação Internacional: inteligência compartilhada O quarto pilar da E-Ciber reconhece que ameaças cibernéticas são globais e exigem colaboração. Empresas multinacionais ou que operam com parceiros internacionais precisarão alinhar suas práticas de compartilhamento de inteligência de ameaças com os novos mecanismos de cooperação. A participação ativa em fóruns internacionais de cibersegurança pode gerar vantagens competitivas, especialmente para empresas que buscam expandir operações ou validar suas práticas internacionalmente. Cultura e Conscientização: além dos treinamentos obrigatórios O último pilar da E-Ciber estabelece que cibersegurança deve fazer parte da cultura organizacional. Prevê capacitação de gestores e implementação de “confiança zero” em serviços digitais — conceito que vai além do Zero Trust técnico e inclui mudanças comportamentais. Para empresas, isso significa evolução dos programas de conscientização tradicionais para abordagens mais abrangentes, incluindo suporte especializado para PMEs que sofreram ciberincidentes. Por que essa versão é diferente? Além de simplificar os eixos, a E‑Ciber 2025 estabelece que cada ação estratégica tenha um indicador de desempenho próprio.  Segundo o assessor especial do GSI/PR Dr. Marcelo Malagutti, a ideia é avaliar cada eixo pelo desempenho médio de seus indicadores. Ele explica que a primeira proposta do P‑Ciber está em elaboração e que a estratégia não influenciará o orçamento federal de 2026, mas deverá orientar as discussões para 2027.  Isso reforça a necessidade de que empresas privadas se antecipem, criando seus próprios KPIs e reservas orçamentárias para acompanhar a estratégia. O cronograma abaixo do e-Ciber mostra como empresas podem se posicionar estrategicamente em cada marco da implementação: Essa linha do tempo evidencia que organizações proativas terão vantagem competitiva ao estruturar governança e KPIs antes das exigências se tornarem obrigatórias. Desafios e oportunidades: maturidade como diferencial competitivo A implementação da nova E-Ciber não virá sem obstáculos. O próprio decreto admite que seu sucesso dependerá da criação de uma cultura de cibersegurança em toda a sociedade. Entre os principais desafios estão: Apesar dos desafios, as oportunidades são significativas. A valorização dos especialistas, o desenvolvimento de soluções nacionais e o crescimento do mercado de seguros cibernéticos são tendências apontadas na própria estratégia.  O Dr. Malagutti destaca que as iniciativas do P‑Ciber terão indicadores e que a E‑Ciber prevê um modelo brasileiro de maturidade para aferir a evolução do setor. Para organizações privadas, isso significa que medir sua exposição cibernética passará a ser requisito de compliance, não apenas boa prática. O especialista também alerta que é preciso mudar a mentalidade de que cibersegurança é custo. Ele defende a lógica do “custo de não fazer” (de não implementar a nova E-Ciber), lembrando que muitas instituições que sofrem ataques graves vão à falência poucos meses depois. Além das perdas financeiras, há o custo reputacional e a dificuldade de recuperar a confiança dos clientes. O que a E‑Ciber exige das empresas reguladas Empresas de setores regulados como bancos, operadoras de saúde, concessionárias de energia e telecom — estão no foco da E-Ciber.  Com as principais modalidades de ataque concentradas em phishing (35%), ransomware (25%), DDoS (20%) e malware (15%), o decreto exige padrões mínimos de segurança e mecanismos de certificação para serviços essenciais. Isso implica várias frentes de trabalho: Do discurso à execução: transformando diretrizes em KPIs,

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Por que o Exposure Score virou pauta de CFOs e CISOs nas grandes empresas

Ouça o resumo do artigo: Imagine a cena: tarde da noite, os servidores críticos de uma multinacional paralisados por um ataque de ransomware. Sem um Exposure Score claro que mostre onde estão as brechas prioritárias, o CFO recebe a ligação desesperada do CISO: sistemas indisponíveis, fábricas paradas, pedido de resgate em criptomoeda na tela. Esse cenário, infelizmente, não é hipotético. Segundo Cost of a Data Breach Report, publicado pela IBM, violações cibernéticas já custam em média US$ 4,88 milhões por incidente no mundo, e casos extremos ultrapassam até US$ 2,9 bilhões em prejuízos para uma única empresa. Sob essa ótica estratégica, sobreviver digitalmente virou prioridade de negócio. Como saber, em termos simples, quão exposta sua empresa está a esse risco? Surge aí o protagonista do momento: o Exposure Score, que iremos destrinchar ao longo desse artigo. Com a intensificação das ameaças cibernéticas e a pressão por compliance contínuo, o Exposure Score se consolidou como uma métrica técnica estratégica para priorização de riscos e tomada de decisão em níveis executivos, permitindo medir, rastrear e justificar ações com base em dados objetivos de exposição da superfície de ataque, tanto interna quanto externamente. Visibilidade real da superfície de ataque externa O Exposure Score oferece uma visão abrangente dos pontos de exposição que tradicionalmente ficam invisíveis para as equipes de segurança. Entre os principais elementos monitorados estão endpoints expostos à internet, subdomínios esquecidos ou mal configurados, serviços mal gerenciados, shadow IT e ativos legados não inventariados. O Exposure Score condensa esses achados em uma métrica que reflete o risco real de exploração externa, sendo diretamente acionável pelas equipes de segurança ofensiva e defensiva. Essa abordagem permite que organizações identifiquem rapidamente quais ativos representam maior risco e priorizem esforços de correção onde realmente importa. Prioridade baseada em risco técnico e valor de negócio Diferente de métricas genéricas como “número de vulnerabilidades”, o Exposure Score aplica pesos técnicos e de contexto para priorizar adequadamente os riscos. Considera fatores como criticidade do ativo, exploitability, exposure window e associação a CVEs com exploits públicos para priorizar CVEs com PoC ativa, ativos com credenciais fracas expostos na internet, vazamentos de credenciais ligados a domínios corporativos e correlações com TTPs de grupos APT ou ransomware-as-a-service. Essa priorização baseada em risco é o elo entre times de Threat Intelligence, Red Team e GRC, permitindo uma resposta coordenada e eficaz às ameaças mais críticas. Correlação com MITRE ATT&CK e frameworks de defesa Soluções que calculam o Exposure Score frequentemente correlacionam achados com técnicas do MITRE ATT&CK, possibilitando simulações realistas através de BAS e Purple Team, ajustes finos em controles como firewalls, EDRs e regras de detecção, além de planejamento de hardening com base em técnicas exploráveis de forma realista. Essa correlação permite mapear gaps em controles preventivos e detectivos, reforçando a postura de segurança de forma proativa e baseada em evidências. Métrica unificada para CISO, Red Team, SOC e GRC O Exposure Score serve como uma interface de comunicação entre equipes técnicas e executivas, podendo ser integrado com dashboards SIEM/SOAR, scorecards de riscos e KPIs e KRIs de segurança operacional. Dessa forma, a gestão de vulnerabilidades e a análise de exposição se tornam parte da estratégia de negócios, e não apenas reativas a auditorias ou incidentes. Superfície de ataque fora de controle: o risco invisível Nos últimos anos, a superfície de ataque das corporações se expandiu exponencialmente para nuvem, dispositivos IoT, home office, tudo conectado. Cada nova ferramenta digital adiciona portas de entrada que precisam de proteção. O resultado? Um volume de vulnerabilidades e pontos de exposição tão vasto que ficou inviável gerenciar ponto a ponto. Em outras palavras, os defensores estão “afogando-se” em complexidade operacional frente a um perímetro que já não tem limites claros. Vale lembrar: o tempo médio para exploração de vulnerabilidades caiu drasticamente para apenas 5 dias de acordo com pesquisas feitas pela Mandiant, enquanto muitas organizações ainda levam semanas ou meses para aplicar correções.  Ou seja, por muitos dias a organização fica com a porta aberta e invisível. Pior, a exploração de vulnerabilidades como vetor de ataque cresceu significativamente, já representando uma parcela substancial de todas as violações analisadas no mundo. Sob a ótica estratégica, isso significa continuidade do negócio em perigo. Se até ontem vulnerabilidades eram assunto só de TI, hoje atrasos na resposta geram prejuízos milionários e manchetes negativas. A pergunta que fica é: sua empresa está iluminando esses riscos ocultos ou dirigindo no escuro? Como CFO ou CISO, você confiaria apenas em planilhas de vulnerabilidades ou “painéis verdes” de ferramentas, enquanto o inimigo pode estar dentro da sua rede sem ser notado? Exposure Score: o termômetro da segurança digital executiva É nesse cenário caótico que surgiu o Exposure Score, uma métrica unificada que condensa toda a exposição cibernética da empresa em um índice claro e acionável. Pense no Exposure Score como um “score de crédito” da segurança digital: um KPI simples que responde à grande questão “Quão segura (ou exposta) nossa operação está agora?”. Em outras palavras, ele traduz os milhares de alertas técnicos em um número que qualquer executivo entende na hora. Não por acaso, esse indicador rapidamente virou pauta de diretoria. CISOs de empresas líderes adotaram o Exposure Score para comunicar risco em termos de negócio. Segundo Daniel Moreira, CISO da Araujo (uma das maiores redes farmacêuticas do Brasil), o foco em exposure simplificou até decisões de investimento do conselho. A ferramenta escolhida por ele gera visibilidade unificada dos riscos e KPIs claros de evolução, incluindo um Cyber Exposure Score consolidado que prioriza pontos críticos e responsabiliza equipes pela mitigação. “How secure are we and how are we mitigating the issues?” – como estamos de segurança e como estamos tratando os problemas – essa era a pergunta dos executivos; hoje, Moreira leva uma resposta objetiva em cada reunião. O resultado? O board incorporou o Exposure Score em sua agenda regular. Antes do último ciclo de orçamento, o CISO apresentou a avaliação de exposição e o conselho prontamente ajustou investimentos com base nesses dados. O impacto do Exposure Score para C-Levels Para

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VPN gratuita, prejuízo caro: O vazamento de dados “BYOD” que sua empresa não monitora

Ouça o resumo do Artigo: Segunda-feira, 9h17. Enquanto o café esfria ao lado do teclado, um analista de marketing instala, em trinta segundos, uma VPN gratuita no notebook pessoal com o qual acessa CRM, propostas comerciais e aprova pagamentos, um gesto que parece inofensivo até lembrar que todo o tráfego corporativo acabou de sumir num túnel invisível para a TI. Foi exatamente isso que o Tech Transparency Project expôs ao rastrear mais de vinte VPNs populares — Turbo VPN, VPN Proxy Master, Snap VPN, entre outras controladas pela chinesa Qihoo 360, empresa sancionada pelos Estados Unidos por vínculos com o exército de Pequim. A simples presença desses aplicativos na Apple App Store e na Google Play cria uma falsa aura de confiabilidade: o colaborador vê o selo de “app verificado” e conclui que, se está lá, é seguro. Na prática, o modelo de negócio dessas VPNs é o oposto do que prometem, eles capturam, analisam e vendem cada site visitado, cada requisição DNS, cada credencial em trânsito. Quando essa “proteção” cruza a política Bring Your Own Device, nasce um buraco negro que fura firewalls, proxies e DLPs, exporta dados pessoais para datacenters na China, viola a LGPD no artigo 33 e ainda abre um canal para malware e exfiltração de segredos. Ao longo deste artigo, você irá descobrir quem lucra com a VPN gratuita e por que os seus dados pagam a conta, como o BYOD transforma um clique em backdoor corporativo, onde a defesa de perímetro racha e como o Zero Trust sela essas brechas, além do playbook em camadas que a Asper usa para blindar endpoints e rede. A falsa aura de segurança das VPNs “freemium” O Túnel Cego: Como a VPN Pessoal Burla o Firewall Corporativo Para entender a magnitude do risco, é preciso compreender o mecanismo técnico que torna as VPNs tão perigosas no ambiente corporativo.  Uma VPN funciona criando um “túnel” criptografado entre o dispositivo do usuário e um servidor remoto. Todo o tráfego de internet do dispositivo é encapsulado, criptografado e enviado através desse túnel. Para o usuário, isso significa privacidade e anonimato. Para a equipe de segurança da empresa, significa um ponto cego absoluto. As defesas de perímetro tradicionais, como firewalls e proxies, são projetadas para inspecionar o tráfego que entra e sai da rede. Elas analisam pacotes de dados em busca de assinaturas de malware, bloqueiam o acesso a sites maliciosos e aplicam políticas de segurança.  No entanto, quando um colaborador ativa uma VPN não gerenciada em seu dispositivo, o firewall corporativo vê apenas uma única conexão criptografada com o servidor da VPN. Ele não consegue “olhar dentro” do túnel para ver quais sites estão sendo acessados, quais dados estão sendo transferidos ou se malwares estão sendo baixados.  Essencialmente, a VPN pessoal cria uma via expressa que contorna todo o aparato de segurança da empresa e este problema é exponencialmente agravado pela ascensão das políticas de Bring Your Own Device (BYOD).  Quando os colaboradores utilizam seus próprios notebooks e smartphones para tarefas de trabalho, a fronteira entre o ambiente pessoal e o corporativo se dissolve.  A instalação de uma VPN gratuita em um laptop pessoal que também acessa o e-mail corporativo, planilhas estratégicas e sistemas internos é um exemplo clássico de Shadow IT, o uso de hardware ou software não autorizado pela equipe de TI. Esse dispositivo se torna um endpoint não gerenciado, operando fora da visibilidade e do controle da segurança, criando um backdoor que ninguém está monitorando. O que ocorre é uma completa inversão do modelo de segurança tradicional. A arquitetura de “castelo e fosso”, que investe milhões para proteger o perímetro e manter as ameaças do lado de fora, torna-se obsoleta.  A VPN iniciada por um usuário de dentro da rede cria um túnel seguro e criptografado de dentro para fora, conectando um ativo interno a um servidor externo, não confiável e não verificado. A ameaça não está mais tentando forçar a entrada no portão; ela está sendo escoltada para fora do pátio, usando os próprios recursos do castelo para se ocultar.  Fica evidente que a segurança não pode mais depender da localização na rede. Ela precisa seguir a identidade e os dados, onde quer que eles estejam. Como o “túnel cego” burla o perímetro Violação Direta da LGPD: O Risco da Transferência Internacional de Dados Sem Amparo Legal O uso de uma VPN gratuita com servidores no exterior não é apenas uma falha de segurança; é uma grave responsabilidade legal.  A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do Brasil é explícita em sua regulamentação sobre a “transferência internacional de dados”, definida como a transferência de dados pessoais para um país estrangeiro ou organismo internacional. O Artigo 33 da LGPD estabelece condições rigorosas para que essa transferência seja permitida. Ela só pode ocorrer se o país de destino proporcionar um “grau de proteção de dados pessoais adequado ao previsto nesta Lei” ou se o controlador dos dados oferecer e comprovar garantias de cumprimento dos princípios da LGPD, por meio de cláusulas contratuais específicas, consentimento explícito do titular, entre outras hipóteses restritas. Ao utilizar uma VPN gratuita com servidores localizados na China  — um país que não possui um acordo de adequação de proteção de dados com o Brasil e cujas leis de segurança nacional podem forçar empresas a compartilhar dados com o governo  — a empresa está, de fato, realizando uma transferência internacional de dados sem o amparo legal necessário. Quando um colaborador acessa dados corporativos (que podem incluir informações de clientes, funcionários ou parceiros) através dessa VPN, a empresa se torna diretamente responsável pela violação. As consequências são severas. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) pode aplicar multas de até 2% do faturamento da empresa, limitadas a R$ 50 milhões por infração, além de sanções como a publicização da infração e o bloqueio ou eliminação dos dados envolvidos. O dano reputacional decorrente de uma violação exposta publicamente pode ser ainda mais devastador do que a penalidade financeira. Nesse cenário, o colaborador que instala a

Keeping Digital Safe

Resposta a incidentes cibernéticos: Por que sua empresa não pode ignorar esse pilar da segurança digital

No atual cenário corporativo, a segurança da informação tornou-se uma prioridade estratégica para as organizações. A crescente sofisticação dos ataques cibernéticos e o aumento das violações de dados evidenciam a necessidade de uma resposta eficaz. Nesse contexto, a resposta a incidentes cibernéticos surge como um pilar essencial para mitigar riscos digitais. Este artigo explora a importância de um plano de resposta a incidentes bem estruturado, suas etapas fundamentais e as melhores práticas para prevenção, destacando como a Asper pode auxiliar sua empresa na proteção de ativos digitais. Por que uma resposta a incidentes bem estruturada é crucial? As consequências de uma violação de dados vão além de perdas financeiras imediatas, afetando também a reputação e a confiança dos clientes. De acordo com o relatório “Cost of a Data Breach 2024” da IBM, o custo médio global de uma violação de dados atingiu US$ 4,88 milhões, representando um aumento de 10% em relação ao ano anterior. No Brasil, esse valor chegou a R$ 6,75 milhões, com os setores de saúde e serviços registrando os maiores custos médios por violação. Além dos impactos financeiros, as empresas enfrentam desafios relacionados à confiança dos clientes. Uma resposta inadequada a incidentes pode abalar a credibilidade da organização, resultando em perda de clientes e dificuldades na atração de novos negócios. Portanto, a implementação de um plano de resposta a incidentes cibernéticos eficaz é essencial para minimizar danos e manter a continuidade dos negócios, garantindo proteção em um ambiente digital cada vez mais desafiador. A importância da resposta em tempo real Um dos principais diferenciais de um plano eficaz de resposta a incidentes cibernéticos é a capacidade de atuar em tempo real. No cenário atual, onde ataques como ransomware podem se propagar rapidamente por redes inteiras, o tempo de resposta se torna um fator crítico. De acordo com a Cybersecurity Ventures, o tempo médio para detectar e conter uma violação é de 287 dias, enquanto organizações com planos de resposta bem definidos conseguem reduzir significativamente esse período. A atuação em tempo real envolve: Quanto mais rápido uma organização agir, menor será o impacto financeiro e operacional do incidente. Isso reforça a necessidade de investir em tecnologias e processos que priorizem a velocidade de resposta. Etapas fundamentais de um plano de resposta a incidentes Como medir a eficácia de um plano de resposta a incidentes Para garantir que o plano de resposta a incidentes seja efetivo, é essencial mensurar sua performance por meio de indicadores-chave de desempenho (KPIs). Esses dados permitem avaliar a capacidade da organização de prevenir, detectar e conter ameaças. Alguns dos principais KPIs incluem: A análise contínua desses KPIs permite ajustes no plano de resposta e maior eficiência na proteção contra novas ameaças. O papel da comunicação durante um incidente A comunicação é um pilar fundamental na gestão de incidentes de segurança. Um erro comum durante ataques cibernéticos é a falta de clareza na troca de informações, tanto interna quanto externamente, o que pode gerar confusão e prejudicar a reputação da organização. Um plano de comunicação bem estruturado deve incluir: De acordo com um estudo da Ponemon Institute, 78% dos consumidores consideram a transparência essencial para manter sua confiança em uma marca após um incidente de segurança. Assim, a comunicação eficaz pode não apenas mitigar danos reputacionais, mas também transformar um momento de crise em uma oportunidade de demonstrar comprometimento com a segurança e a ética. Como a Asper pode ajudar? A Asper oferece soluções abrangentes para proteger sua empresa contra ameaças cibernéticas. Utilizando frameworks consagrados como OWASP, MITRE ATT&CK® e NIST, a Asper foca em segurança proativa, implementando múltiplas camadas de proteção para mitigar riscos e assegurar a continuidade dos negócios. A implementação de um plano de resposta a incidentes robusto é fundamental para proteger as organizações contra as crescentes ameaças cibernéticas. Além de minimizar impactos financeiros e reputacionais, uma resposta eficaz fortalece a confiança dos clientes e assegura a continuidade operacional.  A prevenção, aliada a uma resposta bem estruturada, constitui a base de uma estratégia de segurança cibernética eficaz. Conheça nossos serviços e proteja seus ativos digitais com a expertise da Asper.

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